A comissão de deputados e senadores que analisa a medida provisória da reforma ministerial tirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta comandada pelo ministro Sergio Moro.
Com o requerimento votado, a estrutura volta para o guarda-chuva do Ministério da Economia. Foram 14 votos contra 11 para a mudança. O texto ainda precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado. Parlamentares do centrão e da oposição se juntaram para tirar o Coaf das mãos de Moro e se articularam para impor a direita ao governo.
Assinaram o requerimento que devolve o órgão para o Ministério da Economia. Líderes do PT, PRB, PTB, PP, MDB, Pode, PSC, DEM, PR, Solidariedade e Patriota. A comissão também aprovou a transferência da demarcação de terras indígenas para a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), órgão que pelo relatório do senador fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) volta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta comandada por Moro.
A mudança foi aprovada por 15 votos a 9. O relator porém, havia proposto que a demarcação continuasse com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado ao Ministério da economia, o que foi rejeitado pelo colegiado.
Notícias ao Minuto

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