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sábado, 11 de maio de 2019

Opositores veem aumento de intimidação por regime Maduro

    Foto de arquivo

São Paulo, SP (FOLHA PRESS) - Deputados da oposição afirmaram na sexta-feira (10), que vem recebendo ameaças e sendo seguidos por agentes de inteligência, em meio ao que veem como um aumento da intimidação e da perseguição pelo regime de Nicolás Maduro.

As mensagens aparecem pichadas nas casas de parlamentares que perderam a imunidade e foram acusados pelo Tribunal de Justiça (TSJ) de traição à Pátria e conspiração por terem apoiadoo levante do oposicionista Juan Guandô contra a ditadura, em 30 de abril. Mas deputados não procurados também se disseram ameaçados.

Luis Florido, um dos acusados, anunciou em uma rede social que fugiu para a Colômbia para evitar ser preso. "Consultei muitos amigos antes de deixar o país, e eles me disseram que eu não deveria deixar que me capturassem, que eu não deveria me tornar um troféu para o regime", disse Florido.

Ao menos três deputados da Assembléia Nacional (oposicionista) buscaram refúgio em embaixadas em Caracas. Américo de Grazia e Mariela Magalhanes, na da Itália, e Richard Blanco, na da Argentina. Maria Martinez foi um dos seis deputados que denunciaram pichações em sua casa assinadas por coletivos (milícias armadas pelo regime Maduro) e dizendo: "Vamos atrás de você".

Três legisladores disseram ter sido seguidos por agentes de inteligência. Na quarta, o vice-presidente da assembléia, Edgar Zambrano, foi detido em Caracas. Como se recusou a deixar o veículo em que estava, agentes do Sabin (serviço de inteligência) guincharam seu carro com ele dentro e o levaram para o Helicoide, centro de detenção de presos políticos.

O TSJ afirmou que Zambano foi transferido na noite de quinta-feira para prisão militar em Fuerte Tiuna, o  maior complexo militar de  Caracas, em prisão preventiva. Seus advogados e seu partido, o Ação Democrática, haviam dito que Zambrano tinha sido removido na noite de quinta do Helicoide e levado a local desconhecido.

Um tribunal competente em casos de terrorismo, "emitiu uma medida de privação de liberdade ao cidadão Edgar Zambrano pela flagrante comissão dos delitos de traiçao, conspiração e rebelião civil", afirmou o TSJ. Sua advogada, Lília Camejo, denunciou irregularidades no processo e questionou o fato de um civil ser enviado para uma prisão militar".

Desde o momento da prisão, foram violados os direitos do deputado. Não tivemos acesso ao processo, nem pudemos ser designados para sua defesa", afirmou.

Notícias ao Minuto

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