O diretor do Instituto
de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Lucas Gomes, que pode ser
substituído do cargo nos próximos dias, usou a sua conta pessoal no Facebook
para lamentar o que chama de ‘leis brandas’ a protegerem bandidos e encarcerar
inocentes.
Na postagem, Lucas Gomes se refere à sessão de tortura
imposta pelo ‘tribunal do crime’ na Cidade do Povo, episódio durante o qual uma
mulher foi filmada sendo espancada com uma ripa por ter furtado na área
dominada por uma facção criminosa.
Desabafo deverá gerar novas fagulhas no âmbito da Segurança
Pública
Gomes lamenta ainda que enquanto as leis vigentes proíbem
mostrar o rosto dos criminosos, os próprios bandidos, sem qualquer pudor,
expõem suas vítimas em deprimentes sessões de tortura.
Confira a seguir o que escreveu o diretor do Iapen.
“Enquanto as leis que já são frouxas se afrouxam ainda mais,
o crime organizado impõe, ao seu modo criminoso, sanções aos que cometem
delitos proibidos em suas zonas de domínio. Por exemplo: se de um lado a
Polícia não pode mostrar a cara do criminoso preso, a facção espanca a ladra
que roubou na cidade do povo. Tudo isso gravado em vídeo e freneticamente
publicizado pela imprensa local. O resultado disso é a idéia perniciosa de que
é o crime e não o Estado que detém o monopólio legítimo da força. E a partir
daí, aquele que se sente injustiçado passa a procurar o traficante local e não
mais a Polícia. É um estado deplorável de coisas que não se pode isentar a
segurança pública, mas que passa sobretudo pela irresponsabilidade daqueles que
fazem leis cada vez mais permissivas e transigentes com o crime. Lamentável.”
Fonte: Diário do Acre

Nenhum comentário:
Postar um comentário