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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Diretor do Iapen diz que cidadão injustiçado procura traficante e não mais a polícia


O diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Lucas Gomes, que pode ser substituído do cargo nos próximos dias, usou a sua conta pessoal no Facebook para lamentar o que chama de ‘leis brandas’ a protegerem bandidos e encarcerar inocentes.

Na postagem, Lucas Gomes se refere à sessão de tortura imposta pelo ‘tribunal do crime’ na Cidade do Povo, episódio durante o qual uma mulher foi filmada sendo espancada com uma ripa por ter furtado na área dominada por uma facção criminosa.

Desabafo deverá gerar novas fagulhas no âmbito da Segurança Pública

Gomes lamenta ainda que enquanto as leis vigentes proíbem mostrar o rosto dos criminosos, os próprios bandidos, sem qualquer pudor, expõem suas vítimas em deprimentes sessões de tortura.
Confira a seguir o que escreveu o diretor do Iapen.

“Enquanto as leis que já são frouxas se afrouxam ainda mais, o crime organizado impõe, ao seu modo criminoso, sanções aos que cometem delitos proibidos em suas zonas de domínio. Por exemplo: se de um lado a Polícia não pode mostrar a cara do criminoso preso, a facção espanca a ladra que roubou na cidade do povo. Tudo isso gravado em vídeo e freneticamente publicizado pela imprensa local. O resultado disso é a idéia perniciosa de que é o crime e não o Estado que detém o monopólio legítimo da força. E a partir daí, aquele que se sente injustiçado passa a procurar o traficante local e não mais a Polícia. É um estado deplorável de coisas que não se pode isentar a segurança pública, mas que passa sobretudo pela irresponsabilidade daqueles que fazem leis cada vez mais permissivas e transigentes com o crime. Lamentável.”

Fonte: Diário do Acre

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