Foto: HO / AFP
O governo do Mato Grosso do Sul informou neste domingo (19)
que enviou cerca de 200 policiais para reforçar a segurança da fronteira com o
Paraguai.
A medida é para tentar conter a entrada de criminosos do PCC
(Primeiro Comando da Capital), que fugiram durante a madrugada de um presídio
na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero.
No começo da tarde, o ministro da Justiça e Segurança
Pública, Sergio Moro, afirmou que trabalha com as forças de segurança para
impedir a entrada dos criminosos no Brasil, e que, caso sejam capturados, serão
levados a presídios federais.
"Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para
impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai.
Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal",
escreveu Moro no Twitter.
O Ministério da Justiça afirmou que alertou a Polícia
Federal, principalmente no Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, relativa a
operação Horus, que atua na fronteira. O setor de inteligência já difundiu
alerta por seus canais. Além disso, foi pedida a relação de foragidos.
De acordo com a imprensa do país, foi encontrado um túnel
que ligava um dos pavilhões, voltados a presos da facção criminosa brasileira,
à área externa da prisão.
O governo paraguaio, no entanto, considera que parte dos
criminosos possa ter fugido durante a semana sem usar o túnel. Os responsáveis
pela prisão já foram afastados.
"Foi encontrado um túnel e acreditamos que esse túnel
foi um recurso enganoso para legitimar ou maquiar a liberação dos presos. Há
cumplicidade com as pessoas de dentro da prisão e esse é um fenômeno que
acontece em todas as penitenciárias", afirmou o ministro do Interior do
país, Euclides Acevedo, em nota publicada em site do governo.
Fonte: Folha PE
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