Marcelo Camargo/Agência Brasil
A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza
Cristina, afirmou nesta segunda-feira (18), durante a transmissão de estreia da
Live JR, que a pasta trabalha desde o início da pandemia do novo coronavírus
para garantir a presença dos alimentos na mesa dos mais de 210 milhões de
brasileiros.
"Nós temos problemas com alguns segmentos, tivemos
alguns produtos que subiram de preço e depois caíram, mas problema de
abastecimento para a nossa população graças a Deus não houve e nós estamos
trabalhado para que não tenha ao longo do tempo em que durar a pandemia”,
destacou a ministra.
Diante da situação, Tereza Cristina garantiu que comércio e
serviços essenciais continuem acontecendo “de maneira normal” para atender aos
consumidores e manter as exportações aos parceiros comerciais.
A ministra disse ainda que o agronegócio vai auxiliar na
retomada da atividade econômica nacional. ‘O grande motor da economia
brasileira será o agronegócio. Estamos trabalhando pensando já no
pós-coronavírus para saber como o agro pode contribuir ainda mais para este
País maravilhoso”, afirmou.
Tereza Cristina contou ainda que o ministério montou um
"gabinete de controle" para acompanhar todas as cadeias produtivas
para apurar as variações de preços dos produtos.
"A gente já sabia desde o início que teríamos alguns
produtos com alta de preço porque a oferta talvez ficasse menor e depois
cairia. Aconteceu com os ovos e com o leite, em um primeiro momento, porque
todo mundo foi para o supermercado e comprou tudo o que podia e fez estoque”,
avalia ela, que já observa uma segunda alta nos valores de comercialização do
leite.
"O Ministério da Agricultura trabalha com quem reclama
na ponta, que é o consumidor, e com quem reclama na outra ponta, que é o
produtor”, completou a ministra.
Entre os setores específicos que sofrem com a crise causada
pela pandemia, a ministra cita as flores e a pesca. "Estão deixando de
pescar para que não haver mais acumulo de suas câmaras frigoríficas, que estão
cheias."
Questionada sobre os rumores de que estaria de saída do
governo, ela negou ter conversado com o presidente sobre o assunto. "A
minha missão no agro é com o presidente Jair Bolsonaro. Trabalho com ele e
dentro do que é possível fazer. [...] Enquanto ele achar que o meu trabalho é
bom, eu estou aqui para ajudar", disse.
Dólar
Ao comentar sobre o impacto da recente valorização do dólar
ante o real no setor, a ministra avalia que a situação é muito favorável aos
produtores de matérias-primas, como soja, milho e algodão, que vendem insumos
para o exterior.
"Para o preço da soja e do milho é bom. mas muitas
vezes o produtor não aproveitou porque ele vendeu lá atrás, com o dólar a R$
4,20 ou R$ 4,30", pontuou.
Por outro lado, Tereza Cristina atenta para a “dependência”
nacional de fertilizantes e defensivos agrícolas, ambos obtidos no exterior.
“São duas coisas importantes no custo de produção e a gente vem acompanhando.
No caso dos fertilizando, ainda não sentimos um aumento de preço, isso pode se
refletir um pouco mais à frente”, analisa
A ministra, no entanto, se mostra preocupada com o impacto
da alta da moeda norte-americana nas safras futura. “Pode haver um impacto nos
custos de produção e, no final, vai aumentar o preço do produto e pode trazer
algum tipo de inflação”, completa ela.
As entrevistas da Live JR vão acontecer todas as segundas e
quintas-feiras, sempre às 17h. O público poderá acompanhar ao vivo na Record
News, pelo Portal R7 e pelas redes sociais do Grupo Record. Além disso, haverá
exibição no Jornal da Record e no Fala Brasil.
Fonte: R7
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