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segunda-feira, 23 de agosto de 2021

NCI | UnSplash


Pesquisa do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que a técnica de fotoimunoterapia – uma combinação de fotodinâmica e imunoterapia – conseguiu combater o HIV, o vírus da aids, em laboratório.


Ainda não foram realizados testes em humanos, mas o objetivo é que a técnica possa ser usada no combate à infecção pelo HIV como um complemento aos medicamentos retrovirais.

 

Pesquisadores do Grupo de Óptica, do instituto, liderados pelo professor e pesquisador Francisco Eduardo Gontijo Guimarães, desenvolveram um potencial novo tratamento contra o vírus utilizando anticorpos com fotossensibilizadores – moléculas sensíveis à luz – que se ligam às células infectadas com o vírus do HIV e também ao vírus circulante, que é fonte de novas infecções.

 

Quando submetidos a um tipo específico de luz, os fotossensibilizadores geram uma quantidade grande de espécies reativas, os radicais livres, que causam a morte da célula-alvo e a inativação do vírus circulante.

 

Os resultados do estudo estão no artigo publicado pela revista científica American Chemical Society – ACS Omega, em 8 de junho.


“O que nós fizemos foi uma combinação entre imunoterapia e terapia fotodinâmica. A terapia fotodinâmica é a combinação de luz e uma molécula que quando é irradiada pela luz essa molécula gera espécies reativas que oxidam a célula e matam a célula. É basicamente esse o princípio”, explicou Guimarães, um dos autores do estudo.


O pesquisador afirma que os anticorpos que carregam os fotossensibilizadores agem não apenas no vírus circulante, mas nas células infectadas pelo HIV.


“Podemos utilizar essa terapia em conjunto com as drogas retrovirais, os coquetéis, que as pessoas HIV positivas tem que tomar para manter o vírus circulante no sangue zero. Quando se toma essas drogas, a gente basicamente elimina o vírus que está circulante no sangue, mas atua muito pouco nas células infectadas, que estão estocadas em algum lugar do nosso organismo”, disse.


Além disso, o pesquisador ressalta que um dos benefícios dessa terapia é que ela consegue atuar de forma direcionada ao vírus e às células infectadas, conforme registrou a Agência Brasil.


“O interessante é que [com essa terapia] eu só atuo no vírus e nas células infectadas, não vou afetar nenhuma outra parte do corpo senão as células que estão doentes e o vírus.”


Os testes em laboratório foram realizados com três mutações do vírus, que são predominantes na América do Norte, na Europa e no Brasil.


Em todas as mutações, foi possível inativar o vírus por meio da fotoimunoterapia.


O estudo precisa ainda passar pela fase de testes em animais e em humanos, e depende de financiamento, mas a expectativa é que a técnica possa ser utilizada de modo combinado com os medicamentos retrovirais usados atualmente.


“Então a gente pode diminuir a dose dos retrovirais, porque muitas vezes os pacientes tomam ao longo da vida toda esse coquetel. O objetivo é fazer uma terapia complementar, reduzindo a carga viral circulante no sangue, matando as células infectadas e diminuindo a dose desses medicamentos”, acrescentou.

Com informações: Conexão Política

quarta-feira, 14 de abril de 2021


Apreocupação com o surgimento de coágulos sanguíneos num pequeno número de pacientes que receberam a vacina da Oxford/AstraZeneca levou vários países a suspender o seu uso.

  

Todavia, reporta o jornal Mirror Online, das 18 milhões de pessoas que foram vacinadas contra o coronavírus no dia 24 de março no Reino Unido, apenas 30 delas desenvolveram coágulos sanguíneos, que resultaram em tromboses cerebrais, e sete pessoas morreram.


Até ao momento ainda não está claro se os coágulos são um efeito colateral da vacina da AstraZeneca, ou apenas uma coincidência.


A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde diz que ainda assim os benefícios continuam a superar quaisquer riscos.


No entanto, é importante estar ciente dos sinais e sintomas associados aos coágulos sanguíneos. Veja o que precisa saber:


O que é um coágulo de sangue?


A coagulação do sangue é um processo importante que ocorre no corpo para evitar sangramento excessivo quando temos um corte ou uma lesão.


Dois tipos de células sanguíneas denominadas plaquetas e proteínas no plasma trabalham juntos para parar a hemorragia e formar um coágulo sobre a lesão. Sendo que estes se dissolvem naturalmente após a lesão ter cicatrizado.


Todavia, os coágulos podem formar-se no interior dos vasos sanguíneos sem que haja uma lesão óbvia, e não se dissolverem naturalmente.


Estes podem ser perigosos e requerem tratamento urgente.


Quais são os sintomas de ocorrência de um coágulo sanguíneo?


Segundo o Serviço Nacional de Saúde Britânico (NHS), caso suspeite que tenha um coágulo deve procurar auxílio médico imediatamente. 


O NHS salienta que os principais sintomas de aparecimento de um coágulo sanguíneo incluem:


Dor latejante ou cãibras, inchaço, vermelhidão e calor na perna ou no braço.

Falta de ar súbita, dor aguda no peito (que pode ser pior quando inspira) e tosse, ou tossir sangue. 

Adicionalmente, de acordo com o médico Amir Khan em entrevista no programa Good Morning Britain: "é bastante raro esses coágulos sanguíneos muito específicos afetarem o cérebro, é comum sentir efeitos colaterais mínimos depois de receber a vacina, como temperatura, febre, calafrios, dores de cabeça, mas se as suas dores de cabeça persistirem depois de quatro dias após a toma da vacina, então deve procurar ajuda médica". 

Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

 



Chegou na noite de hoje (3), no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), o avião vindo da China com insumos para a fabricação de 8,6 milhões de doses da vacina Coronavac contra a convid-19. A aeronave, que saiu na terça (2) de Pequim, trouxe 5,4 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), produto necessário para a fabricação do imunizante.

 

Esse é o primeiro lote de insumos que o Instituto Butantan recebe neste ano. Segundo o Butantan, as vacinas produzidas com o lote de matéria-prima desembarcado nesta quarta-feira começarão a ser entregues ao Ministério da Saúde no dia 25.


De acordo com o governo do estado de São Paulo, mais uma carga com 5,6 mil litros de IFA deverá chegar ao Brasil até o dia 10 de fevereiro, o que possibilitará a produção de mais 8,7 milhões de doses em São Paulo.


Somadas, as cargas, recebidas hoje e que chegarão no dia 10, permitirão a fabricação de 17,3 milhões de doses da vacina. A previsão do Butantan é que a produção de vacinas contra a covid-19 alcance até 600 mil doses diárias com a chegada das remessas de matéria-prima.


Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

 

                   Foto: JOEL SAGET / AFP


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou, na noite desta quinta-feira (21), que os dois milhões de doses da vacina de Oxford/Astrazeneca importados da Índia estarão prontos para distribuição no próximo sábado (23), à tarde. Caberá ao Ministério da Saúde realizar a distribuição, o que deve ocorrer entre sábado e domingo, segundo a Fiocruz.


Após dias de indefinição em relação ao envio das vacinas, o governo indiano anunciou, nesta quinta-feira (21), a liberação para a exportação dos imunizantes ao Brasil. As vacinas devem chegar em solo brasileiro, no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, na próxima sexta-feira, às 17h40.


A carga será transportada em voo comercial da companhia Emirates. Após desembarcar em São Paulo, o lote segue em aeronave da Azul para o aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Em seguida, o carregamento é encaminhado à Fiocruz.


Checagem


Antes de liberar as doses, a fundação, responsável pela qualidade da vacina no país, verificará as condições de segurança para aplicação. Trata-se de procedimento obrigatório antes de liberar a remessa à distribuição aos estados, em obediência às normas regulatórias.


Os imunizantes passarão, ainda, por uma rotulagem, com etiquetagem das caixas com informações em português. "Esse processo acontecerá ao longo da madrugada e na manhã de sábado (23) e será realizado por equipes treinadas em boas práticas de produção”, informou a nota da Fiocruz.


A vacina importada da Índia tem características diferentes da CoronaVac, imunizante do laboratório chinês Sinovac, produzido no Brasil em parceria com o Instituto Butantan. Enquanto a CoronaVac exige o armazenamento da metade das doses para a segunda aplicação, a orientação técnica da vacina da Oxford é utilizar a totalidade dos dois milhões de unidades neste momento, pois o intervalo entre uma dose e outra é de três meses.


Atraso


O governo indiano anunciou o envio da remessa para o Brasil no mesmo dia em que um incêndio atingiu o Instituto Serum, fabricante do imunizante. A informação do embarque foi publicada pela agência Reuters nesta quinta-feira. Em seguida, o presidente Jair Bolsonaro publicou em uma rede social sobre a vinda do carregamento ao Brasil. Bolsonaro ainda parabenizou o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que também se manifestou. “O governo da Índia colocou o Brasil na mais alta prioridade: somos um dos dois primeiros países a receber vacinas contra Covid compradas na Índia. Agradeço em especial ao Chanceler @DrSJaishankar”, disse Araújo.


Em resposta ao chanceler e a Bolsonaro, o embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy escreveu: “Obrigado Excelência! India & Brasil compartilham uma parceria estratégica e relacionamento especial como duas grandes democracias. A Índia está comprometida em usar sua capacidade de produção de vacinas para apoiar a humanidade durante esta crise.”


Demora


A importação passou por um impasse ao longo dos últimos dias: o governo federal previa que as doses estivessem no Brasil no início da semana para o início da vacinação. Mas os imunizantes continuavam retidos na Índia.


O Ministério da Saúde chegou a fretar um avião para buscar a carga na cidade de Mumbai, com direito à adesivagem especial frisando a incorporação da iniciativa ao Programa Nacional de Imunização (PNI). O voo sairia na quinta-feira (14), depois foi adiado para sexta-feira (14), com previsão de retorno no domingo (17). Ao fim, não chegou a decolar.


A carga estava pronta, mas precisava de autorização do governo indiano. Na ocasião, Bolsonaro afirmou que o avião sairia em “dois ou três dias”.


Na última terça-feira (19), a Índia começou a exportação das primeiras vacinas contra o novo coronavírus a países vizinhos, e deixou o Brasil de fora. Os imunizantes produzidos pelo Instituto Serum seriam enviados a Butão, Bangladesh, Nepal, Maldivas, Seychelles e Mianmar, mas não ao Brasil. O país não deixou claro o motivo do entrave, mas o que se fala é que a decisão não foi apenas estratégica, de beneficiar a população de países vizinhos, mas também política.


Isso porque a Índia não teve o apoio do Brasil no ano passado quando apresentou na Organização Mundial do Comércio (OMC) um pedido para quebra de patente sobre produtos relacionados ao combate à pandemia do novo coronavírus. O governo federal preferiu se alinhar aos Estados Unidos na questão.


Em meio ao imbróglio, diversas autoridades começaram a se movimentar no sentido de destravar a importação dos produtos. Encabeçado pelo governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que coordena no Fórum de Governadores a temática Estratégia para vacina contra Covid-19, grupo de governadores protocolou na quarta-feira ontem um ofício ao presidente Jair Bolsonaro solicitando que o governo se movimentasse para negociar com a Índia.


Pazuello


Pouco antes da divulgação da informação de que as vacinas seriam, finalmente, enviadas ao Brasil, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou que ainda não havia data exata prevista para o recebimento das doses. “Com relação à vinda das vacinas da Índia, as notícias são muito boas, mas não há a data exata da decolagem. Ela será dada nos próximos dias. Próximos dias é muito próximo, por causa da posição indiana nesse desenho, não nosso”, disse o ministro, após evento de lançamento do projeto ImunizaSUS, do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).


O ministro afirmou que o que estava pendente é a liberação do Ministério da Saúde da Índia. “Nós queremos, nós contratamos, nós pagamos, fizemos o empenho, temos o documento de importação e já temos o documento de exportação. É apenas nesse caso, sim, a liberação do Ministério da Saúde indiano que está sendo discutida”, informou. Questionado pelo Correio se o problema com a importação das vacinas da Índia é político, o ministro afirmou: “Acho que é só [devido ao] período da vacinação na Índia, mais nada”.

Fonte: Diário de Pernambuco

                    Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco


Nesta quinta-feira (21), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) registrou 1.985 novos casos da Covid-19, dos quais 55 (3%) são pacientes com diagnóstico de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). 


Assim, o Estado passa a somar 246.799 casos oficialmente notificados da doença provocada pelo novo coronavírus - 30.492 pacientes graves. 


Desse total, 83.906 casos foram diagnosticados nos últimos 82 dias, ou seja, entre 1º de novembro e esta quinta-feira, sendo 3.443 pacientes graves.


Nesse período,  a média diária de novos casos notificados ficou acima de mil. E, desses 83.906 novos casos, 22,88% estão concentrados no Recife. 


O quantitativo tem a ver com o aumento gradativo na capacidade de testagem no Estado, nos âmbitos público e privado, mas também reflete o recrudescimento da epidemia no cenário local. 


Pesquisadores e profissionais da saúde vinham alertando, desde o final de outubro, para a tendência de novo aumento na transmissão do coronavírus no território estadual. 


As projeções saíram do papel e invadiram o dia a dia dos hospitais, que têm visto o fluxo de pacientes aumentar constantemente, incluindo aqueles com maior gravidade. Não é à toa que o Estado reativou mais de 200 leitos de UTI para a Covid-19 entre novembro e hoje. 


De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, cerca de mil pacientes se encontram internados em leitos de terapia intensiva das redes pública e privada de Pernambuco atualmente. Segundo ele, em média, a cada três pacientes que apresentam gravidade, um sobrevive. 


Aos poucos, portanto, esse aumento no número de novos casos começa a ser refletido em óbitos. Nesta quinta, foram confirmadas mais 35 mortes em razão da Covid-19, subindo para 10.133 o número de vidas perdidas em Pernambuco. 


Entre a segunda quinzena de setembro e os primeiros dez dias de novembro, o Estado atravessou oito semanas seguidas com número de mortes pela Covid-19 abaixo de 100 por semana epidemiológica - em outubro, esse índice chegou a 55. 


Desde então, os registros voltaram a subir. Nas últimas 10 semanas epidemiológicas concluídas (até o dia 16 de janeiro), 1.229 pessoas perderam a batalha contra a Covid-19 no Estado, uma média de 122,9 mortes por semana.


O pico mais recente foi nos primeiros 20 dias de dezembro, que concentram, até o momento, mais de 430 óbitos. Os dados ainda podem mudar, uma vez que há retardamento nas notificações.  



Distribuição de óbitos pela Covid-19 em Pernambuco por semana epidemiológica. Fonte: SES-PE 

As 35 mortes notificadas nesta quinta, por exemplo, ocorreram entre 29 de outubro e 20 de janeiro.  Os pacientes (16 do sexo masculino e 19 do sexo feminino) eram residentes nos municípios de Araripina (1), Arcoverde (1), Brejo da Madre de Deus (1), Cabo de Santo Agostinho (1), Carpina (1), Caruaru (2), Exu (1), Garanhuns (1), Ibirajuba (1), Igarassu (2), Jaboatão dos Guararapes (4), Ouricuri (1), Petrolina (1), Recife (10), Salgueiro (2), São João (1), São José do Belmonte (1), Trindade (1), Vitória de Santo Antão (2). 


As vítimas tinham idades entre 46 e 93 anos - 40 a 49 (2), 50 a 59 (1), 60 a 69 (6), 70 a 79 (14) e 80 ou mais (12). Do total, 27 tinham doenças pré-existentes: doença cardiovascular (22), diabetes (17), hipertensão (6), obesidade (3), doença renal (3), doença respiratória (2), doença hepática (2) e câncer/histórico de câncer (1) - um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais estão em investigação.

Fonte: Folha PE

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

 

               Reprodução


O governo federal e as Forças Armadas montaram uma megaoperação de emergência para socorrer o estado do Amazonas, que registra um número crescente de casos da Covid-19 e recentemente enfrenta escassez de oxigênio e insumos hospitalares.


Conforme vem registrando o Conexão Política, desde o dia 8 de janeiro aviões KC-390 Millennium e C-130 (Hércules) da FAB estão decolando com no estado com cilindros de oxigênio e todos materiais necessários para erguer a base que vai dar suporte ao estado no enfrentamento da doença.


Até domingo (17) será montado um hospital de campanha em Manaus.


O governo federal tem acompanhado de perto a crise sanitária e suprido as necessidades em questão. Mais de 350 cilindros já estão em Manaus.


Segundo o Ministério da Saúde, em cerca de 10 dias, serão transportadas mais de 50 toneladas de equipamentos hospitalares.


Pazuello já determinou que o comitê de crise do Ministério da Saúde deve se reunir duas vezes por dia para troca de informações e tomada de decisões contra os desafios impostos pelo coronavírus ao sistema de saúde amazonense.


A ação visa uma maior eficiência nas decisões de controle da doença na região.

Via Conexão Política

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

                   Foto: Tarso Sarraf/AFP


O Brasil confirmou, nesta terça-feira (15),  964 casos fatais da Covid-19. O total de mortos pela doença no País é de 182.799.  A última vez que o País notificou mais de 950 mortes pela Covid-19 havia sido no dia 30 de setembro. 

Também foram registrados 42.889 casos do novo coronavírus no boletim do Ministério da Saúde desta terça. O total de brasileiros contagiados chegou a 6.970.034. Mantendo os mesmos registros diários, o País deve ultrapassar 7 milhões de casos da Covid-19 ainda esta semana. 

O boletim registrou um percentual de 87,1% de pacientes recuperados da Covid-19 e 10,3% de casos em acompanhamento. 

Fonte: Folha PE

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

                     Foto: Aluisio Moreira /SEI


O Governo de Pernambuco inaugurou novos 151 leitos para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), suspeitos ou confirmados para a Covid-19. Mesmo com o aumento do número de leitos, a ocupação em UTI no Estado ainda se mantém acima de 80%. Passou de 88% na semana passada para 83% nesta segunda-feira (14). 

Dos leitos inaugurados, são 50 leitos de UTI e 101 leitos de enfermaria. Eles foram ativados entre esse final de semana e esta segunda, na região do Sertão do São Francisco (10 leitos de UTI e 30 de enfermaria na UPAE de Petrolina), no Agreste Central ( 10 leitos de UTI no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru), no Sertão do Pajeú (10 vagas de UTI no Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada) e Região Metropolitana do Recife (RMR).

Na RMR, foram novos 10 leitos de UTI e 20 de enfermaria no Hospital de Referência à Covid-19 – unidade Olinda (Maternidade Brites de Albuquerque); e 10 vagas de UTI no Hospital Real Português (HRP), no Recife, que mantém convênio com o SUS.

Na última sexta-feira (11), 51 leitos de enfermaria foram colocados em operação no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), na zona norte do Recife.

Ao todo, a rede de saúde pública em todo o Estado conta, atualmente, com 1.773 leitos dedicados, exclusivamente, aos pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), incluindo, portanto, casos suspeitos e confirmados da Covid-19. São 879 leitos de enfermaria ativos, com ocupação em 67%, e 894 leitos de UTI ativos, com ocupação em 83%. A ocupação média do total de leitos do Estado é 75%.  

Fonte: Folha PE

domingo, 13 de dezembro de 2020

                    Fernando Zhiminaicela | Pixabay


O número de brasileiros que não pretendem, neste primeiro momento, se vacinar contra a Covid-19 aumentou.

É o que aponta o novo levantamento do Datafolha, divulgado neste sábado (12).

De acordo com a pesquisa, veiculada pelo jornal Folha de S. Paulo, 22% dos entrevistados disseram que não querem se vacinar.

Isso é mais que o dobro da sondagem anterior, realizada em agosto, quando o percentual dos que se recusavam a tomar a substância era de 9%.

Desta forma, a média de entrevistados que pretendia participar da campanha anteriormente, de 89%, caiu para 73% neste levantamento.

Outros 5% disseram que ainda não sabem.

Fonte: Conexão Política

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

                     Foto: Divulgação/SES´PE


O Hospital Regional de Palmares (HRP) divulgou nesta quinta-feira um comunicado atualizando o quadro do número de pacientes que testaram positivo para a Covid-19 na unidade de saúde.

A unidade informou que existem 04 pacientes internados na UTI COVID (no aguardo dos resultados) e 08 pacientes internados nas enfermarias. Nas enfermarias 04 testaram positivos para Covid-19 e 04 suspeitos.

Nas últimas 24h o hospital não registrou nenhum óbito de pacientes em decorrência de complicações causadas pela covid-19.

Atualmente o hospital possui 20 leitos de UTI e 30 leitos de enfermarias exclusivos para tratamento de pacientes com coronavírus.

CASOS EM PERNAMBUCO

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) registrou, nesta quinta-feira (10), 1.588 casos da Covid-19. Entre os confirmados desta quinta, 79 (5%) são de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.509 (95%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 195.118 notificações positivas da doença, sendo 28.465 graves e 166.653 leves.

Também foram confirmados 29 óbitos, ocorridos entre os dias 15 de novembro e essa última quarta-feira (9). Com isso, o Estado totaliza 9.229 mortes pela Covid-19. Os detalhes epidemiológicos serão repassados ao longo do dia pela Secretaria Estadual de Saúde.

Fonte: Portal PE10

                    Foto: Joel Saget/AFP


 O governo federal assinou um memorando de entendimento com a Pfizer, empresa que desenvolve uma das vacinas contra a covid-19. Contudo, a farmacêutica ainda não deu entrada em pedido de registro ou de autorização emergencial junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A informação foi dada nesta quinta-feira (10) em entrevista coletiva de secretários do Ministério da Saúde, em Brasília.

Segundo o secretário executivo da pasta, Élcio Franco, o memorando prevê inicialmente 8,5 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 e 61,5 milhões no segundo semestre. São necessárias duas doses para imunizar um paciente contra a covid-19. Ele acrescentou que o memorando ainda não detalha as quantidades de doses por mês.

Perguntado sobre a afirmação do ministro Eduardo Pazuello sobre a possibilidade do início da vacinação em dezembro, o secretário respondeu que esta alternativa depende de uma conjunção de fatores.

“Quando se fala em dezembro, em conseguindo a autorização em usos emergencial e conseguindo também [a Pfizer] nos disponibilizar, teríamos condição de iniciar em dezembro. Mas depende da autorização para uso emergencial da Anvisa e disponibilização das doses”, comentou.

Ele acrescentou que não será toda a população. Grupos que não participaram da Fase 3, como gestantes e crianças, não têm garantia de segurança e eficácia e, portanto, ficarão de fora a menos que uma vacina esteja disponível com estudos que comprovem a ação nesses segmentos.

Franco lembrou que nem a Pfizer nem qualquer outra farmacêutica entrou ainda com pedido de registro ou autorização emergencial na Anvisa. A primeira envolve a liberação da licença normal da agência.

Já a segunda consiste em uma permissão especial com requisitos específicos definidos pela Anvisa. Ela só poderá ser solicitada por empresas com testes clínicos no Brasil, em caráter temporário e para públicos específicos.

A legislação também prevê a alternativa de uma análise rápida pela Anvisa caso uma vacina tenha obtido o registro em agências reguladoras de medicamentos nos Estados Unidos, União Europeia, Japão ou China. Nenhuma das vacinas em estudo pelo governo brasileiro obteve ainda registro nestes países.

Além do memorando com a Pfizer, foi firmado um acordo de encomenda tecnológica com o consórcio da Universidade de Oxford e da Astrazeneca, que em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz.

Ontem a presidente da instituição, Nísia Trindade, informou em um seminário que a perspectiva é de 30 milhões de doses até fevereiro, 70,4 milhões entre março e agosto e mais 100 milhões após este período, totalizando 210 milhões de doses.

Fonte: Folha PE

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

                     Ted S. Warren / Associated Press


Seis pessoas morreram no estágio final de teste da vacina contra covid-19 da Pfizer, revelou um relatório da Food and Drug Administration (FDA), poucas horas depois que a Grã-Bretanha se tornou o primeiro país do mundo a lançar a vacina.

Margaret Keenan, uma senhora britânica de 90 anos, tornou-se a primeira pessoa no mundo a receber a vacina contra covid-19 da Pfizer fora de um ensaio clínico, após sua rápida aprovação clínica.

O relatório de 53 páginas, divulgado nesta quarta-feira (9), aponta que duas pessoas que receberam a vacina experimental morreram durante o ensaio e outras quatro que morreram tomaram placebo.

“Todas as mortes representam eventos que acontecem na população geral das faixas etárias em que ocorreram, em uma taxa semelhante”, diz o relatório.

O relatório confirmou que a vacina foi, conforme relatado pela Pfizer, 95% eficaz pelo menos 7 dias após a segunda vacinação. Os dados mostram que a vacina foi apenas 52% eficaz após a primeira dose.

O relatório concluiu que os dados de eficácia da vacina atenderam às expectativas do FDA para autorização de uso de emergência. No entanto, não havia dados suficientes para o FDA concluir o quão segura a vacina é em crianças menores de 16 anos, mulheres grávidas e pessoas com sistema imunológico comprometido.

No final desta semana, um painel de cientistas independentes avaliará o relatório do FDA, antes de recomendar se pessoas com 16 anos ou mais devem receber a vacina.

A vacina será administrada em duas doses, com intervalo de três semanas. A Pfizer disse que os efeitos colaterais em voluntários do estudo foram em sua maioria “leves a moderados e desapareceram rapidamente”.

Entre os efeitos colaterais que ocorreram após a segunda dose estão: fadiga em 3,8% dos voluntários e dor de cabeça em 2%. Os adultos mais velhos tendem a relatar menos eventos adversos e mais leves.

Quatro pessoas que receberam a vacina contra a covid-19 da Pfizer nos testes da empresa desenvolveram Paralisia de Bell, uma forma de paralisia facial temporária, de acordo com o relatório dos reguladores dos EUA sobre a injeção.

Segundo o Daily Mail, os reguladores da Food and Drug Administration (FDA) disseram que não havia nenhuma maneira clara de a vacina causar a paralisia de Bell, mas advertiram que os médicos deveriam estar atentos ao efeito colateral alarmante e que a Pfizer deveria continuar a monitorar quantas pessoas ela ataca.

Até agora, o FDA disse que o número de casos de Paralisia de Bell vistos no ensaio da vacina Pfizer foi “consistente com a frequência de histórico de Paralisia de Bell relatada no grupo da vacina, que é consistente com a taxa de histórico esperada na população em geral, e não há nenhuma base clara sobre a qual concluir uma relação causal neste momento, mas manterá uma vigilância apertada em casos futuros”.

De acordo com o Daily Mail, os quatro casos de paralisia de Bell foram o único efeito colateral que o FDA viu como “desequilibrado”, ocorrendo mais no grupo da vacina do que no grupo do placebo, e menos de 0,5% dos participantes do ensaio tiveram efeitos colaterais graves.

Entre as quatro pessoas que desenvolveram Paralisia de Bell, uma teve paralisia facial ou fraqueza três dias após terem recebido a vacina. Mas o rosto do participante voltou ao normal cerca de três dias depois. Uma segunda pessoa desenvolveu a doença nove dias após receber a vacina, e os rostos dos outros ficaram fracos 37 e 48 dias após a vacinação, respectivamente. Cada um dos três se recuperou da paralisia facial em 10 a 21 dias.

Fonte: Conexão Política

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

                       Foto: Américo Santos/SEI


A Secretaria de Saúde de Olinda inaugura, nesta próxima segunda-feira (7), um novo Centro de Testagem para a Covid-19. O objetivo é ampliar a oferta de exames para toda a população. A unidade funcionará na Avenida Santos Dumont, no Varadouro.

Na cidade, exames para detectar o novo coronavírus já são realizados na Policlínica Barros Barreto, no Carmo. 

O Centro de Testagem localizado no Varadouro vai realizar testes por demanda espontânea de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. O resultado da testagem rápida sai no mesmo dia segundo a Prefeitura de Olinda. Já o diagnóstico identificado pelo exame de SWAB (nasal)  estará disponível entre quatro e sete dias úteis, sempre a partir das 15h.

Para ser atendido, é necessário morar em Olinda. O morador deve levar o cartão do SUS e um comprovante de residência quando for realizar a testagem. 

Fonte: Folha PE

sábado, 5 de dezembro de 2020

                     Foto: Chico Bezerra / PJG


Perto de completar um mês com taxa de contágio da Covid-19 acima de 1, Pernambuco tem, segundo o boletim mais recente da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), publicado nesta sexta-feira (4), mais de 13 mil casos ativos da doença.  


O número de casos ativos apresentou queda gradativa nos meses de julho, agosto e setembro, chegando na casa dos nove mil. Desde o mês passado, contudo, está em movimento constante de alta. 

 

De acordo com dados do Instituto para Redução dos Riscos e Desastres (IRRD), que trabalha com estatísticas e métricas relacionadas à pandemia, o município com maior número de casos ativos em Pernambuco, no momento, é Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

  

A última atualização do mapa do IRRD, feita nessa quinta (3), aponta 875 pacientes com a doença em curso na cidade. Petrolina, no Sertão do Estado, com 637, Paulista (525), Recife (511) e Olinda (404) são os outros municípios que aparecem em destaque negativo nesse aspecto.  


A taxa ou ritmo de contágio (Rt) da Covid-19 no Estado, de acordo com o IRRD, está em 1,37. Ou seja, 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 137. O cenário com Rt acima de 1, na visão de autoridades sanitárias, médicos e cientistas, significa descontrole em relação à epidemia.  


Outro índice que também apresenta elevação gradativa em Pernambuco é a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da rede Pública de Saúde. São 829 leitos desse tipo, com 86% da capacidade preenchida. O Estado, inclusive, sinalizou a mobilização para abertura de mais vagas nas próximas semanas.  


Nesta sexta, a SES-PE notificou mais 1.094 casos positivos da Covid-19. Foi o quarto dia seguido com mais de mil casos diagnosticados. Desse total, 49 são pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). 


Pernambuco totaliza, até agora, 188.132 casos diagnosticados e oficialmente registrados da doença, sendo 28.216 graves e 159.916 leves.  


Também foram confirmados laboratorialmente 21 novos óbitos (10 masculinos e 11 femininos), registrados entre os dias 16 de julho e 2 de dezembro. Com esses falecimentos, já são 9.119 mortes em decorrência da Covid-19 no Estado. 
 
As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios Arcoverde (1), Carpina (1), Caruaru (2), Exu (1), Flores (1), Gravatá (1), Ilha de Itamaracá (1), Jaboatão dos Guararapes (1), Olinda (2), Paulista (1), Pesqueira (1), Recife (4), Santa Cruz do Capibaribe (1), Santa Terezinha (1), São José da Coroa Grande (1) e Tamandaré (1).  
 
Os pacientes que morreram tinham idades entre 44 e 92 anos - 40 a 49 (1), 50 a 59 (5), 60 a 69 (5), 70 a 79 (4) e 80 ou mais (6). Dos 21, 17 tinham doenças pré-existentes: doença cardiovascular (12), diabetes (7), hipertensão (5), tabagismo (3), doença respiratória (2) e obesidade (1) - um paciente pode ter mais de uma comorbidade. Os demais estão em investigação. 
 
Em Pernambuco, desde o início da pandemia, os pacientes recuperados somam 165.979. 

sábado, 31 de outubro de 2020

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O boletim InfoGripe, divulgado semanalmente pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mostra que dez capitais

 brasileiras apresentam sinal de crescimento moderado, probabilidade maior que 75%, ou forte, probabilidade maior que 95% na tendência de longo prazo (seis semanas) de casos de Sindrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e de covid-19. 


Os casos notificados e óbitos no país apresentam ocorrência muito alta, segundo o boletim. O coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes, observou que 20 das 27 capitais apresentam sinal de estabilidade ou crescimento na tendência de longo prazo. 


Em Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió e Salvador há sinal forte de crescimento no longo prazo. Nas capitais, Belém, São Luis e São Paulo, observa-se sinal moderado de crescimento do número de infectados para a tendência de longo prazo, acompanhado de sinal de estabilização na tendência de curto prazo. 


As capitais, Belém, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Salvador e São Luís já completam ao menos um mês com manutenção do sinal de crescimento na tendência de longo prazo em todas as semanas. 


Já a capital paulista apresenta sinal de crescimento a longo prazo pela primeira vez desde o início do processo de queda, embora já venha dando sinais de possível interrupção da tendência de queda. Porto Alegre apresentou sinal de estabilização tanto na tendência de curto quanto de longo prazo. 


Marcelo Gomes destacou a necessidade de cautela em relação às próximas semanas, especialmente em relação a eventuais avanços nas ações de flexibilização das medidas para diminuição do contágio na capital gaúcha. 


Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, não confirmou sinal de estabilização na tendência de longo prazo, retornando ao sinal de queda nesse indicador. Segundo o coordenador do InfoGripe, embora a tendência de curto prazo tenha mantido sinal de estabilização, ainda é preciso cautela em relação a ações de flexibilização. 


“Como já relatado em boletins anteriores, identificamos diferença significativa entre as notificações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no estado do Mato Grosso registradas no sistema nacional Sivep-Gripe e os registros apresentados no sistema próprio do estado. Tal diferença se manteve até a presente atualização”, avaliou Marcelo Gomes.

 

Em 12 das 27 unidades federativas observa-se tendência de longo prazo com sinal de queda ou estabilização em todas as respectivas macrorregiões de saúde. Nos demais 15 estados, Amapá, Pará e Tocantins (Norte), Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba e Sergipe (Nordeste), Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo (Sudeste), Rio Grande do Sul e Santa Catarina (Sul), e Mato Grosso do Sul (Centro-Oeste) há ao menos uma macrorregião estadual com tendência de curto e/ou longo prazo com sinal moderado ou forte de crescimento.

 

A análise

 

refere-se à semana epidemiológica de 18 a 24 de outubro e tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 27 deste mês. 


Fonte: Notícias ao Minuto 

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