Reprodução/RecordTV Rio
A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) decidiu
nesta quarta-feira (10) pela abertura do processo de impeachment contra o
governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), em sessão por
videoconferência.
Dos 70 parlamentares, 69 votaram a favor pela instauração do
procedimento na Casa. Não houve nenhuma manifestação contrária, apenas uma
ausência.
O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), poderia ter
tomado a decisão sozinho, mas abriu para consulta ao plenário.
O requerimento que será levado adiante foi apresentado pelos
deputados Luiz Paulo e Lucinha, ambos do PSDB, e se baseiam nas denúncias
relacionadas a desvios na saúde estadual. Outros seis requerimentos foram
arquivados na mesma decisão.
Ao todo, haviam sido protocolados 14 pedidos de afastamento
contra o governador do Rio, após ele ter sido alvo da operação Placebo.
“Estou triste porque o Rio de Janeiro registrou ontem
praticamente sete mil mortes de covid-19, os hospitais de campanha custaram R$
850 milhões em roubo e desperdício e só temos um deles até agora. Corrupção é
crime e em meio a uma epidemia, é crime hediondo, contra a humanidade. Por
isso, abri esse processo jurídico, sendo garantidos a ampla defesa e o direito
do contraditório”, disse o deputado Luiz Paulo (PSDB).
Agora, o próximo passo é publicar a decisão em Diário
Oficial em um prazo de 48 horas para que os partidos indiquem representantes
para a Comissão Especial que vai analisar a denúncia. O prazo conta a partir de
segunda-feira (15).
Em nota, o governador Wilson Witzel disse que recebe com
"espírito democrático e resiliência a notícia do início da tramitação do
processo de impeachment pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro."
Fonte: R7

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