Funcionários da companhia aérea Gol aprovaram nesta
quinta-feira (4) proposta de acordo coletivo que inclui a possibilidade de
adesão a programas voluntários de licença não remunerada, demissão (PDV),
aposentadoria ou "part-time" (com redução 50% de jornada e salário).
Para quem não fizer a
adesão voluntária haverá dois programas de redução compulsória de jornada e
salário, que vão vigorar até 2021. As propostas apresentadas pela companhia
foram divulgadas pelo SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas).
"Ressaltamos ainda que a contrapartida dos acordos é a
garantia de emprego, ficando vedada qualquer demissão sem justa causa durante o
período de vigência", diz o SNA.
De acordo com a empresa aérea Gol, a medida, que pode se
tornar uma referência para outras empresas do setor, abrange 926 comandantes,
964 copilotos e 3.262 comissários de bordo da Gol.
Segundo os documentos, os programas de demissão voluntária e
aposentadoria estarão disponíveis para adesão até 15 de junho. A licença não
remunerada e o "part-time" serão de três meses, podendo ser iniciados
a partir de julho e renovados pelo mesmo período de tempo.
Os programas compulsórios se aplicam a todos os funcionários
que não tiverem aderido aos programas voluntários.
As listas dos elegíveis aos programas compulsórios serão
finalizadas após o término do prazo de adesão aos programas voluntários e
publicadas até o dia 30 de junho, de acordo com o sindicato.
"Agradecemos aos nossos Colaboradores que participaram
dessa votação e por estarem junto com a Companhia neste momento tão delicado e
também ao Sindicato Nacional dos Aeronautas, que se mostrou totalmente
empenhado na busca das melhores soluções", afirmou Celso Ferrer,
vice-presidente de Operações da Gol em nota.
O atual cenário de câmbio elevado e demanda baixa impactou
negativamente as três grandes do setor no Brasil.
O grupo Latam, que pediu recuperação judicial nos Estados
Unidos no fim de maio, é o que tem maior dependência de rotas internacionais,
que tiveram maior retração.
As empresas devem receber ajuda do BNDES (Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social), que previu R$ 2 bilhões por companhia,
considerados insuficientes para evitar a quebra das empresas.
Fonte: notícias ao Minuto

Nenhum comentário:
Postar um comentário