Foto: Andrew Caballero-Reynolds/AFP
O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, chefe do Facebook, quer
revisar as regras da rede social que permitiram que polêmicas mensagens do
presidente dos EUA, Donald Trump, não fossem moderadas após uma semana de
protestos internos.
"Vamos revisar nossas regras que autorizam a discussão
e a ameaça do uso da força por um Estado, para ver se devemos aprovar
emendas", escreveu Zuckerberg em seu perfil, na sexta-feira (5), em uma
dirigida a seus funcionários.
E isso inclui "o uso excessivo da força. Dada a
delicada história dos Estados Unidos, isso requer atenção especial", acrescentou.
Diferentemente do Twitter, o Facebook decidiu não intervir
em uma mensagem do presidente dos EUA que dizia: "Quando os saques
começam, as balas começam", sobre os protestos em apoio a George Floyd que
eventualmente terminaram em distúrbios.
A morte em 25 de maio deste homem afroamericano, sufocado
por um policial branco em Minneapolis, provocou uma onda de mobilizações
inéditas em décadas contra a violência policial e o racismo nos Estados Unidos.
"Quero reconhecer que a decisão que tomei na semana
passada perturbou, decepcionou, ou machucou muitos de vocês", disse o
fundador da rede social.
Nos dias que se seguiram a várias mensagens controversas de
Trump, dezenas de funcionários expressaram seu descontentamento - publicamente,
ou em privado. Na segunda-feira, eles organizaram uma greve virtual e pelo
menos dois engenheiros pediram demissão.
“O Facebook fornece uma plataforma que permite aos políticos
radicalizarem as pessoas e fazer apologia da violência", protestou um
deles, Timothy Aveni.Em seu texto, Zuckerberg detalhou sete áreas que sua
empresa planeja submeter à avaliação, embora tenha especificado "que pode
não haver mudanças em todas elas".
Além do conteúdo sobre o uso da força, ele pretende se
concentrar em proteger a integridade das eleições que acontecem este ano nos
Estados Unidos.
"Estou confiante nas medidas que tomamos desde 2016.
(...) Mas há uma possibilidade significativa de que a confusão e o medo atinjam
um nível sem precedentes durante as eleições de novembro de 2020, e alguns, sem
dúvida, tentarão capitalizar essa confusão", acrescentou. Ele também
respondeu aos funcionários que acreditam que as minorias estão
sub-representadas na empresa."Vamos ver se precisamos fazer mudanças
estruturais para garantir que os diferentes grupos possam opiniar",
completou.
Fonte: Diário de Pernambuco

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